O GRANDE DEBATE PREVIDENCIÁRIO

Mauro Benevides, jornalista e ex-senador

Todas as atenções dos círculos políticos direcionam-se para a Câmara dos Deputados, em cuja Comissão Especial iniciaram-se os debates acerca da Reforma Previdenciária, temática considerada vital para os rumos financeiros do País, a julgar pelo que há preconizado, enfaticamente, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, assim como o Secretário Especial de Previdência, Rogério Marinho e, acentuadamente, o próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro, patroneador desta causa, em torno da qual se acham mobilizadas as bancadas governistas, sob a vigilância influente do deputado Rodrigo Maia, dirigente máximo daquela Casa Legislativa.

O trâmite, ora principiado, acompanhados pela mídia, deverá prolongar-se até junho, para prosseguimento na Casa Revisora – o Senado – desde já buscando argumentos convincentes para superar a Minoria, ainda renitente em admitir alguns aspectos mais complexos da aludida proposição.

Admite-se que será convocado o titular da Pasta Econômica, a fim de expor as razões fundamentais da polêmica iniciativa, deixando claro os parâmetros que lastreiam o projeto, numa explanação técnica que caminha, imprescindivelmente, para um ajuste da RECEITA PÚBLICA, apontando para a economia de UM TRILHÃO DE REAIS, favorecendo os cofres do Tesouro e suprindo carências para cobertura de planos ousados, cuja concretização fica sempre na dependência de disponibilidades avultadas, no contexto de arrecadação substancial, em condições de assegurar êxito às realizações portentosas, projetadas pela atual gestão.

Nenhum outro propósito se sobrepairará, nas conjecturas de ministros e técnicos palacianos, já que a prioridade previdenciária é preponderante sobre qualquer outra iniciativa, com vista a incrementar a expansão de nossas atividades, justamente através do equilíbrio do Tesouro Nacional.

Embora a Oposição, usando postura irredenta, venha a manifestar-se contrariamente á palpitante matéria, tudo indica que o Plenário chancelará, com prováveis ajustes, a redação original, sem descaracterização que impeça a efetivação do lineamente central do Executivo.

Ao término desta porfia, dir-se-á, enfaticamente: “ninguém perde por esperar…”.

 

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa Mauro Benevides

 

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