Conselho Editorial do Senado vai organizar comemorações dos 200 anos da Independência

O Senado deu, nessa quinta-feira, a largada para as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil, que ocorre em 2022. O Conselho Editorial, composto por intelectuais e servidores da Casa, é responsável pela publicação de obras de valor histórico. Em setembro, o órgão assumiu uma nova incumbência: preparar uma programação que incluirá seminários, edição de livros e produção de material multimídia sobre os antecedentes históricos do 7 de setembro de 1822 e sobre as consequências da Independência para a consolidação do Brasil como Estado e nação.

O Conselho, presidido pelo senador Randolfe Rodrigues, é o responsável pela organização

O grupo responsável por definir as atividades é coordenado pela professora Heloísa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais. Uma das historiadoras mais respeitadas do país, Starling lembra que, ao contrário do que diz o senso comum, a Independência não foi um movimento apenas das elites. Houve participação popular, como demonstra o estudo de rebeliões ocorridas em quase todas as regiões no final do século 18 e início do século 19, e que serão tema dos debates promovidos pelo Senado. Nas palavras da historiadora, é preciso investigar o espólio da Independência.

— Conhecer a história vai nos ajudar a pensar sobre o que estamos fazendo agora. Tomar a história da Independência como um direito à cidadania vai nos permitir pensar o brasileiro que nós somos e o que podemos ser e vai nos ajudar a pensar, nesse tempo difícil, o futuro do país — explicou a professora.

O Conselho Editorial é presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele avalia que a data é uma oportunidade fundamental para que a sociedade discuta um projeto de país para os próximos anos. Foi o que ocorreu no primeiro centenário e, mesmo nos 150 anos da Independência, apesar de o Brasil estar amordaçado pela ditadura militar. O senador ressalta o papel fundamental do Senado na criação de um ambiente para o debate, baseado na experiência histórica.

— Essa geração não pode passar para a história como a primeira que não refletiu sobre a formação do Brasil. Nenhuma instituição está pensando o que representa esses 200 anos e nessa reunião do Conselho [realizada nesta quinta-feira] conseguimos apontar isso — disse o senador.

contato@frentesparlamentares.com.br | (61) 99618-7463 (Joaquim do N. Gomes/Redator)

Fonte: Agência Senado

 

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