Para o presidente da Câmara, novo tributo em discussão no governo equivale à CPMF e não vai passar

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não há espaço para aprovação de um novo imposto sobre movimentação financeira. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo analisa a possibilidade de tributar transações digitais, o que poderia incluir transferências e pagamentos feitos por meio de aplicativos de bancos, por exemplo. Segundo o presidente, trata-se de uma nova CPMF com outro nome e esse tipo de imposto atinge o cidadão mais simples.

Esse é um imposto regressivo que atinge mais os cidadãos simples”, afirma Rodrigo Maia

“Esse é um imposto regressivo que atinge mais os cidadãos simples. A justificativa que é para evitar sonegação não é verdadeira. As transações serão cada vez mais digitais e cada vez mais se dificulta a sonegação, independente de uma nova tributação. E essa tributação exporta imposto e gera menos competitividade para o setor produtivo brasileiro”, ponderou o presidente.

“Não posso ter ficado contra a CPMF no governo do PT, e o governo no qual a agenda economia é mais convergente com a que eu penso, defender a CPMF; seria uma incoerência”, disse.

Maia concedeu entrevista coletiva após café da manhã com jornalistas que cobrem o Congresso para um balanço de final de ano.
Em relação às declarações do presidente Jair Bolsonaro de vetar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, Maia afirmou que é direito do presidente de vetar e do Congresso de derrubar ou manter o veto. Ele ponderou que o Parlamento aprovou o valor do aumento do fundo proposto pelo Executivo.

“O que parece é que ele está olhando uma parte da sociedade que tem críticas ao fundo eleitoral. Agora, imagina se o parlamento começa a falar para uma parte da sociedade: vamos fazer uma política de salário mínimo, com 5% de aumento real, vamos ser aplaudidos por grande parte, mas vamos obrigar o presidente a vetar porque não tem amparo no Orçamento público”, disse Maia.

Maia destacou que o financiamento público eleitoral ainda é um tema muito sensível na sociedade, mas ressaltou que a obrigação do Parlamento é construir uma narrativa que mostre a importância de financiar a democracia e aprimorar o modelo de financiamento.

“Uma parte do financiamento público pode tirar a pressão do setor privado dentro da política, agora a gente precisa estar sempre pensando qual o melhor modelo, se a retomar a pessoa jurídica com limitações, com limitação da pessoa física”, exemplificou.

 

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Fonte: Agência Câmara

 

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